O tempo que vai passando, leva-nos para outra idade.

Terça-feira, 11 de Abril de 2006

Estamos quase na Páscoa e como vou ficar uns dias fora, não queria ir sem deixar um pequeno apontamento.

Independentemente da religião que cada um de nós professe, este é um tempo de re .. ssuscitar , re ...florescer, re .. cordar , re ...atar, re ...viver, re ...encontrar e tudo o mais que cada um de nós quiser meter nestes "res ".

ressuscitar = voltar a viver

reflorescer = rejuvenescer

recordar = lembrar de novo

reatar = prosseguir algo interrompido

reviver = adquirir novas forças

reencontrar = acto de encontrar novamente

São pequenos nadas. Porque não re ...começar?

publicado por outraidade às 01:53
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De Lena a 13 de Abril de 2006 às 06:24
Re...
Re... assumir; re... acordar; re... enfrentar que esta é mesmo outra idade: somos os mesmos, mas somos tão diferentes. O que nos fazia rir, deixa-nos indiferentes e o que deixava indiferentes, faz-nos sorrir. Pequenos gestos passaram a ser grandes e vice-versa. Passámos a ser mais solitários, sem que haja necessariamente qualquer conotação negativa. Ficámos mais tolerantes e, simultaneamente, mais intolerantes. Vamos dando conta que a vida nos foi enriquecendo com alguma sabedoria. Olhamos para trás, às vezes com saudade, mas não com saudosismo.
O tempo surge com outras contagens e em muitas escalas.
....
Por isso, dizia que nos vamo tornando diferentes e nem sempre é fácil descobrir e perceber os quês e os porquês dessa mudança. Algo dentro de nós é mais universal (mais de todos), o que parece; às vezes, ser uma perda. É como se fôssemos avançando lentamente num espaço etéreo, desconhecido e portanto inseguro, mas simultaneamente sereno. E neste percurso nem sempre percebemos muito bem quem somos ou o que queremos. Certo é este sentimento de universalidade, por oposição à pequenez de apenas vermos o nosso umbigo, que nos baralha, que nos atropela, que nos impõe outros ritmos, que nos obriga a um constante questionamento sobre o que somos e por que somos. É como se, em certos momentos, saíssemos de dentro de nós, viajássemos pelo éter e, transformados em expectadores de nós próprios, observássemos algo estranho, às vezes incompreensível e, simultaneamente, familiar e aconchegante.
Esta sensação de seguirmos livres e independentes por caminhos incógnitos que ora nos assustam, ora nos tranquilizam, talvez seja uma transformação necessária para uma eventual preparação para outros desafios que se nos apresentam para (re)vivermos, (re)acordarmos, (re)florescermos, (re)atarmos e (re)enfrentarmos. Contudo, tal só será possível, quando (re)encontrarmos o outro que passou a existir/ser. Esta vivência, parece-me, é uma outra faceta da outra idade que não tem que passar por um acréscimo de solidão, pelo nascimento de medos, antes inimagináveis, por desilusões do «podia ter feito e não fiz». Confesso que não a sei adjectivar, mas diria que está mais próxima de «primeiro estranha-se e depois entranha-se» (Fernando Pessoa) do que «pelo sonho é que vamos» de Sebastião da Gama.

De migalhas a 14 de Abril de 2006 às 23:37
Só para desejar Santa Páscoa!


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