O tempo que vai passando, leva-nos para outra idade.

Domingo, 26 de Março de 2006

         Designa-se um período da nossa vida como “idade avançada”, “velhice”, “idoso”.  Numa pesquisa sobre o tema encontrei uma classificação que me agradou e que perfilhei -“quarta idade adulta”, englobando-se aqui indivíduos com mais de 60 anos. Aliás, de acordo com a Organização das nações Unidas é considerado idoso o indivíduo com idade igual ou superior a 60 anos. Muito embora possa ser divergente este conceito de País para País, facto é que as políticas sociais e de saúde delimitam os grupos etários.

Naturalmente que o envelhecimento é um processo individual e, como tal, não pode ser standardizado.

A faixa etária mais avançada atravessa um fenómeno natural de envelhecimento biológico, que vai evoluindo de forma diferente em cada ser humano. Genericamente, à medida que a idade aumenta, o indivíduo torna-se menos activo e as capacidades físicas vão diminuindo. Paralelamente, as doenças vão-se manifestando, umas mais incapacitantes que outras, tudo isto dependendo da interacção de vários factores.

 

                As vicissitudes biológicas e psicológicas são determinantes na atitude que cada indivíduo assume perante a vida.

 Rudio dizia que “nascemos sozinhos e sozinhos morremos”, só que, em isolamentos diferentes. No primeiro, tudo e todos nos esperam, nos acolhem, nos afagam, nos desejam numa transbordante alegria; no segundo, independentemente das nossas crenças religiosas, invade-nos o abandono e a dor.

 

                O processo de envelhecimento leva-nos a um corte com a vida em sociedade, ou, pelo menos, com algumas práticas sociais, gerando-se o sofrimento, o esvaziamento e a solidão.

                Sentir-se isolado, abandonado, desvinculado do mundo é a expressão universalizada de solidão. Mas este sentimento ou “estado de alma”, aliados a muitos outros factores que se vão manifestando pelas implicações físicas naturais, provocam dor mas não pode ser sinónimo de fim ou de morte. Estamos cientes de que minimizando alguma solidão, é possível diminuir o isolamento.

         As sociedades modernas, apesar das manifestações políticas de apoio ao idoso, têm esquecido a essência deste abandono, deste isolamento e desta solidão.

 

                   Por isso pensei neste espaço onde os que têm OUTRA IDADE poderão partilhar experiências, anseios, angústias, sentimentos onde os ecos têm retorno.

 

     

                    Fico à espera.

                    Martinha

 
publicado por outraidade às 23:10
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De Do Fundo de mim a 27 de Março de 2006 às 23:40
Estás a ver, Martinha, como estas coisas das novas tecnologias nos v~em pôr à prova? Aqui está uma boa ideia para a Outra idade.

De Do Fundo de mim a 27 de Março de 2006 às 23:41
Estás a ver, Martinha, como estas coisas das novas tecnologias nos vêm pôr à prova? Aqui está uma boa ideia para a Outra idade.

De ja (p.ex. Joaquim Albertino) a 31 de Março de 2006 às 05:56
Nesta madrugada, em intervalo de acompanhamento de ente querido hospitalizado, descobri o OUTRAIDADE; lí e fiquei melhor. Seja em prosa ou em poesia a Martinha tem o dom de nos alegrar a alma.
Seguindo os conselhos da M vou tentar dormir.
Boa Noite

De outraidade a 31 de Março de 2006 às 12:35
Meu caro JA se ao menos conseguiu dormir, o meu post já cumpriu o seu objectivo. Como eu sei que necessitamos de descanso nesses momentos. As melhoras para o seu familiar e se quiser falar em privado comigo deixo-lhe o meu mail
Mmartinhadovale2@sapo.pt


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