O tempo que vai passando, leva-nos para outra idade.

Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

 

Alterei um pouco a imagem do blog, como é bem visível.

Depois de voltas e mais voltas para resolver um problemazito da "personalização", só tive uma solução - começar de novo.

Não deixa de ser interessante "lavar um pouco a cara", tornar-me mais "transparente", digo eu. Mas é assim que sinto a minha nova face que, convenhamos não me desagrada. No fundo não passa de uma recauchutagem porque, no essencial, nada mudou.

E é esta essência que faz de mim a pessoa que se vai mostrando aos poucos, nas palavras que escrevo, nas emoções em que permito que os outros entrem, nos pequenos nadas que ajudam a formular as interpretações que nos dão. Sabemos que nos lê quem nos conhece e quem nada sabe de nós. Este é um dos fascínios da tecnologia, chegar a cantos que, de outro modo, seria impensável e ir trocando ideias, sonhos, saberes.

 

Aqui vou estando, enquanto sentir que as passadas me vão facilitando o caminho.

publicado por outraidade às 21:18

Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Lia eu “há tempo para tudo, sim. Sobretudo para sentir que não há tempo para nada. O tempo escorrega. O tempo não existe.” ( na revista Plenitude, artigo de Pedro Chagas Freitas).

E fiquei a pensar o que faço ao meu tempo ou o que deixo que ele me faça a mim.

Fico sem tempo quando tenho tanto tempo, não sei se passo pelo tempo ou se é ele que passa por mim.

A minha eterna luta contra o tempo que está perdida desde o dia em que nasci.

A noção de que preciso de mais tempo, de que desperdiço o tempo.

O medo de não chegar a tempo.

Há quanto tempo me não desligo do tempo…

Porque sinto falta de tempo?

Não perco tempo, não ganho tempo, não escolho o tempo, não sei em que tempo vou ter tempo.

 

publicado por outraidade às 12:43

Segunda-feira, 08 de Setembro de 2008

Dei conta que não escrevo há muito tempo, provavelmente não tive nada de interessante para dizer ou talvez não me apeteça comentar muita coisa que anda por aí. As férias alteram algum do nosso ritmo habitual e, apesar de termos o computador à mão, falta-nos aquele ambiente propício para nos espraiarmos por alguns temas sumarentos. Depois das férias acabarem levamos tempo para retomar as tarefas mais ou menos rotineiras. Parecendo que não somos em muita coisa previsíveis, deixando que os hábitos preencham os nossos dias.

Não sei se posso fazer das férias a justificação desta ausência. Tenho sentido ultimamente falta de assunto ou então que me deixei tomar pelo meu cepticismo. Depois de uma semana em que os telejornais, durante três quartos de hora, são preenchidos com a criminalidade portuguesa como se estivéssemos todos à beira de um ataque de nervos, quase me sinto aliviada por andar um pouco arredia dos mass media, preferindo ocupar-me com coisas boas da vida como apanhar o resto do sol que ainda vai trespassando este Alentejo onde me situo agora num pré estágio para voltar ao alvoroço citadino, acreditando que a calmia dos fins de tarde nas praias quase desertas é privilégio que não posso desperdiçar. Vou-me deleitando com um pôr de sol que amanhã já não terei porque afinal, também eu, vou ter que por um fim a este deleite de não fazer nada.

 

publicado por outraidade às 15:01

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